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	<title>O mundo mágico do cogumelo</title>
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	<description>Blog sobre o estudo dos psicodélicos / enteógenos e sua relação com a cultura, história, sociedade e espiritualidade</description>
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		<title>O mundo mágico do cogumelo</title>
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		<title>Pesquisa: Psilocibina, Possibilidades Terapêuticas do Cogumelo Psicodélico</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>micelio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segue abaixo uma pesquisa sobre a Psilocibina realizada com o apoio do Departamento de Psicologia da Pontifícia Univercidade Católica (PUC) de Minas,  enviada ao micélio por Vinícius Ferraz e com a seguinte justificativa: &#8220;Tendo em vista o complexo e intrigante fenômeno proporcionado pelos psicodélicos, ressalto a importância desta presente pesquisa, que ao investigar as possibilidades [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2369&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Segue abaixo uma pesquisa sobre a Psilocibina realizada com o apoio do Departamento de Psicologia da Pontifícia Univercidade Católica (PUC) de Minas,  enviada ao <a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/publique-seu-post-no-mundocogumelo/micelio/" target="_blank">micélio</a> por Vinícius Ferraz e com a seguinte justificativa:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Tendo em vista o complexo e intrigante fenômeno proporcionado pelos psicodélicos, ressalto a importância desta presente pesquisa, que ao investigar as possibilidades terapêuticas de uma destas substâncias, a Psilocibina, da margem a discussão sobre suas aplicações medicinais e propriedades curativas que podem vir a ser de grande préstimo a humanidade.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A pesquisa também contribuirá com o levantamento de material teórico, apresentando ao leitor o que houve de mais importante nos estudos desenvolvidos com psicodélicos na literatura e os modos de investigação e aplicação contemporâneos dessas substâncias, com ênfase na Psilocibina, que disponibilizará a pesquisadores e ao mundo científico informações adicionais para o estudo do tema. A importância deste estudo reside no crescente interesse científico que se apresenta no país com a investigação das mais diversas substâncias psicodélicas nos mais diferentes âmbitos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Estudo este que é de grande relevância social levando em consideração tão antiga e intrínseca relação entre as substâncias psicodélicas e a humanidade no decorrer de sua história, sustentando a necessidade de elucidar e trazer a tona uma maior compreensão sobre o fenômeno para que a falta de esclarecimento sobre o tema não resulte na falta de critério e discernimento em seu uso e acabe por transformar uma possível ferramenta de pesquisa e terapia em um problema social.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<h4 style="text-align:justify;">PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS<br />
Departamento de Psicologia<br />
Psilocibina: Possibilidades terapêuticas do cogumelo psicodélico<br />
Vinícius Ferraz<br />
Caio de Azevedo<br />
Belo Horizonte<br />
2010</h4>
<p style="text-align:justify;">Psilocibina: Possibilidades terapêuticas do cogumelo psicodélico<br />
Artigo Cientifico apresentado para o departamento de psicologia, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, unidade Coração Eucarístico.<br />
Belo Horizonte</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Eu vejo a questão dos psicodélicos como uma parte da longa marcha em direção á liberdade humana, que tem certos marcos ao longo do caminho, como a abolição da escravatura, a conquista pelo direito de voto ás mulheres, a inclusão dos negros nos processos da sociedade democrática e agora, a necessidade do estabelecimento do direito universal das pessoas tomarem substâncias alteradoras de consciência.</em><br />
<em> Tudo se trata da marcha triunfante em direção á uma sociedade onde a dignidade do individuo é sempre o primeiro valor a ser honrado.</em><br />
<em> Não queremos ser governados pelos medos do fundamentalismo cristão, ou pela superficialidade do cientificismo, ou pelo sombrio vazio espiritual do materialismo.</em><br />
<em>Nós queremos nos conectar primeiro com nossos corpos, e através dos nossos corpos com o planeta É disso que os alucinógenos, as plantas psicoativas e as substancias psicodélicas se tratam.”</em><br />
Terence McKenna</p>
</blockquote>
<p><strong>Psilocibina: Possibilidades terapêuticas do cogumelo psicodélico</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1. Prefácio</strong></p>
<p style="text-align:justify;">As substâncias psicodélicas têm sido estudadas há pouco mais de um século, desde que a ciência ocidental descobriu os seus usos entre as culturas tradicionais. A partir desse período até nossos tempos de ciência contemporânea, diversos estudos foram realizados em campos diferentes de acordo com as décadas e com os interesses envolvidos no estudo dessas substâncias.</p>
<p style="text-align:justify;">A psilocibina (alcalóide pertencente à família das triptaminas) é uma poderosa substância psicodélica encontrada naturalmente em uma diversidade de espécies de cogumelo dos gêneros Psilocybe, Stropharia, Conocybe e Panaeolus, das quais o Psilocybe cubensis e o Psilocybe mexicana são as mais conhecidas. Descoberta em 1953, pelo autor e pesquisador russo Gordon Wasson, a psilocibina é um psicodélico relativamente novo, em termos científicos, já que a sua entrada nos laboratórios foi posterior à descoberta de outras substâncias como a mescalina, 60 anos antes. Logo ganhou grande relevância científica, protagonizando uma série de estudos, principalmente relativos à prática psicoterápica auxiliada por psicodélicos, até cair no silêncio sufocante imposto pela política norte-americana da Guerra às Drogas.</p>
<p style="text-align:justify;">Após um período de quase extinção como linha de pesquisa, o retorno ao interesse envolvido com o intrigante fenômeno proporcionado pelos psicodélicos ocorre no final do século XX (década de 90) e continua seu reflorescimento em pleno século XXI. Apesar dos milhares de estudos desenvolvidos até então, pouco se sabe e menos ainda é desenvolvido no Brasil, país que possui grande biodiversidade dessas substâncias e variabilidades em suas formas de uso social. A cultura de uso de psicodélicos no Brasil e na América em geral atrai os interesses de diversos grupos de pesquisas interessados nesse fenômeno, que têm gerado debates amplos nos campos da neurociência, da ciência cognitiva e das ciências sociais, principalmente da antropologia e etnologia.</p>
<p style="text-align:justify;">A presente dissertação buscou apresentar ao leitor o que houve de mais importante nos estudos desenvolvidos com a psilocibina e o cogumelo psicodélico na literatura, contrastando os dois grandes momentos da psilocibina na ciência, de 1950 a 1960 e de 1990 a 2010, separados por um período marcado pela moratória científica arbitrariamente imposta pela política norte-americana de guerra as drogas. As pesquisas mais relevantes de cada um destes períodos, envolvendo a administração de psilocibina em seres humanos, foram levantadas e analisadas com intuito de investigar a natureza da alteração mental que a psilocibina induz no indivíduo e as possibilidades destas alterações produzirem efeitos terapêuticos. Foi apresentado também um breve histórico, onde se procurou situar historicamente o cogumelo psicodélico e sua relação com a vida e cultura humana.</p>
<p style="text-align:justify;">Tendo em vista o complexo e intrigante fenômeno proporcionado pelos psicodélicos, ressalto a importância desta presente pesquisa, que ao investigar as possibilidades terapêuticas de uma destas substâncias, a Psilocibina, da margem a discussão sobre suas aplicações medicinais e propriedades curativas que podem vir a ser de grande préstimo a humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A pesquisa também contribuirá com o levantamento de material teórico, apresentando ao leitor o que houve de mais importante nos estudos desenvolvidos com a psilocibina na literatura e os modos de investigação e aplicação contemporâneos dessas substâncias, que disponibilizará a pesquisadores e ao mundo científico informações adicionais para o estudo do tema. A importância deste estudo reside no crescente interesse científico que se apresenta no país com a investigação das mais diversas substâncias psicodélicas nos mais diferentes âmbitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Estudo este que é de grande relevância social levando em consideração tão antiga e intrínseca relação entre as substâncias psicodélicas e a humanidade no decorrer de sua história, sustentando a necessidade de elucidar e trazer a tona uma maior compreensão sobre o fenômeno para que a falta de esclarecimento sobre o tema não resulte na falta de critério e discernimento em seu uso e acabe por transformar uma possível ferramenta de pesquisa e terapia em um problema social.</p>
<p><strong><br />
2. Os Cogumelos Psicodélicos e a Psilocibina</strong></p>
<div id="attachment_2371" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/psilocybe-cubensis.jpg"><img class=" wp-image-2371" style="border:0 none;" title="psilocybe cubensis" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/psilocybe-cubensis.jpg?w=198&#038;h=147" alt="" width="198" height="147" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1. Cogumelo da espécie Psilocybe cubensis</p></div>
<p style="text-align:justify;">2.1 Introdução</p>
<p style="text-align:justify;">A prática humana de promover estados alterados, incomuns ou ampliados de consciência induzidos por substâncias psicoativas é bastante antiga, pré-data a história escrita e é atualmente empregada em várias culturas em diversos contextos socioculturais e ritualísticos (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001).</p>
<p style="text-align:justify;">Diversas substâncias psicoativas conhecidas como alucinógenas verdadeiras, tais como psilocibina, ergotamina, DMT, mescalina, LSD, entre outras de mesma natureza química podem, de acordo com as diferentes descrições dos seus efeitos serem denominadas de substancias psicotomiméticas (substancias que mimetizam a psicose), de substâncias psicodélicas (substancias que manifestam a mente ou “aquele que manifesta o espírito”) ou enteógenos (substancias que induzem experiências de significado espiritual ou “aquele que desperta o divino interior”) (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001). Para os propósitos deste estudo utilizaremos o termo de substâncias psicodélicas, por ser a denominação mais utilizada nos artigos científicos de psicologia e que mais se enquadra nos objetivos desta investigação.</p>
<p style="text-align:justify;">A psilocibina – alcalóide pertencente à família das triptaminas – é uma poderosa substância psicodélica encontrada naturalmente em uma diversidade de espécies de cogumelo dos gêneros Psilocybe, Stropharia, Conocybe e Panaeolus, das quais o Psilocybe cubensis e o Psilocybe mexicana são as mais conhecidas. Estas espécies são geralmente encontradas na América do Sul e na América Central, sendo endêmicos em países como o México e o Brasil, mas podem também ser verificados em outras regiões do globo, principalmente nas localizações equatoriais e tropicais (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001).</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns pesquisadores acreditam que a psilocibina abre uma porta para o subconsciente, permitindo que o mundo consciente seja encarado de uma perspectiva o de percepção sensorial ampliada: as cores se destacam, detalhes minúsculos dos objetos são revelados e estruturas coloridas cruzam o campo de visão. O efeito pode degenerar em desorientação, reações paranóicas, inabilidade para distinguir entre fantasia e realidade, pânico e depressão (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001).</p>
<p>2.2 Histórico</p>
<p style="text-align:justify;">Os cogumelos psicodélicos tem sido parte integrante da história humana há muitos milênios e têm desempenhado papel importante em várias cerimônias religiosas. Os maias que habitavam a Guatemala há 3.500 anos utilizavam um fungo conhecido na língua nahuátl como Teonanácatl &#8211; a Carne de Deus. Esse Cogumelo provavelmente pertence ao Gênero Psilocybe, embora também possa ser relacionada a duas outras variedades: Conocybe ou Stropharia. O primeiro registro histórico do consumo do cogumelo Psilocybe data de 1502, durante a coroação do imperador Montezuma (Heim, 1972).</p>
<p style="text-align:justify;">Com o início das grandes navegações e “descoberta” do novo continente surge o primeiro contato dos povos europeus com as culturas pré-colombianas que utilizavam o cogumelo em seus rituais. Despreparados e assustados pelos efeitos da droga, os conquistadores espanhóis tomaram a decisão de proibir a religião nativa e o uso dos fungos psicoativos, considerando estes cultos como “obra do diabo”. (Heim, 1972)</p>
<p style="text-align:justify;">Não existe qualquer evidência do emprego cerimonial dos cogumelos ‘mágicos’ por culturas tradicionais na América do Sul, exceto achados arqueológicos no norte da Colômbia datando de 300-100 anos a.C., conquanto seu uso ritualístico ainda é observado em outras partes do continente americano, principalmente México e países vizinhos. Acredita-se que o ritual com cogumelos por povos indígenas no México exista há pelo menos 2.200 a 3000 anos, como demonstra a datação de achados arqueológicos de esculturas de pedra em forma de cogumelos (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001). Um estudo recente sugere que o uso de cogumelos ‘mágicos’, provavelmente Psilocybe cubensis, também tenha ocorrido na história do Egito antigo, utilizado ritualmente e descrito no Livro Egípcio dos Mortos (Berlant, 2005).</p>
<p style="text-align:justify;">Não há dados na literatura acerca do uso de cogumelos no Brasil. A utilização contemporânea de cogumelos, na América do Sul e em diversas localidades do mundo, ocorre em sua maioria de maneira recreacional ou hedonística, devido à facilidade de comércio pela internet, inexistência de legislação reguladora (no caso do Brasil) e pela facilidade de serem encontrados em condições naturais (no estrume de bovinos).</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse dos cogumelos pela ciência aconteceu no início do século XX, quando o geógrafo alemão Carl Sapper descreveu em 1898 esculturas de pedra com formas de cogumelos (Figura 2), por ele interpretadas como representações fálicas, mais tarde evidenciadas por se tratarem dos cogumelos que há muito eram utilizados em rituais mágicos. O único conhecimento acerca do uso ritual de cogumelos consistia nas descrições de um guia de missionários de 1656 contra as idolatrias indígenas, incluindo a ingestão de cogumelos e recomendando sua extirpação (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001).</p>
<div id="attachment_2372" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/cogumelos-de-pedra.jpg"><img class="size-full wp-image-2372" style="border:0 none;" title="cogumelos de pedra" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/cogumelos-de-pedra.jpg?w=500&#038;h=228" alt="" width="500" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2. Deuses cogumelos de pedra. (A) Cogumelo de pedra Maya de El Salvador, período formativo em anos de 300 a.C. – 200 d.C. Altura de 33,5 cm. (Retirada de Schultes et al., 2001). (B) Cogumelos de pedra encontrados na Guatemala, datação em anos de 1000 a.C. – 500 d.C.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Outros documentos antigos que parecem citar o uso de cogumelos na antiguidade são o Rig Veda(Livro dos Hinos hindu) na Índia e o The Westcar Papyrus no Egito, também havendo possibilidade de os gregos terem utilizado (Berlant, 2005).</p>
<p><strong>3. Estudos e pesquisas</strong></p>
<p>3.1 Estudos e pesquisas de 1950 &#8211; 1960.</p>
<p style="text-align:justify;">Os estudos científicos com os cogumelos Psilocybe têm origem na década de 50, através de expedições ao México com intuito de obter um maior conhecimento a cerca das culturas tradicionais da região, onde xamãs, através da ingestão de cogumelos psicodélicos em rituais sagrados extraordinários, induziam poderosas visões para curar e guiar o destino de seus povos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1953, o autor e pesquisador russo Gordon Wasson e sua esposa Valentina Pavlovna realizaram um estudo de expedição de campo para o México, para estudar o uso de cogumelos alucinógenos em rituais e cerimônias de cura. Esta expedição marca o inicio do estudo do cogumelo psicodélico pela ciência. Em 1955, eles se tornaram os primeiros estrangeiros a participar do ritual com cogumelos sagrados dos índios Mazatecas. Gordon Wasson fez muito para divulgar a sua descoberta, publicando o artigo sobre suas experiências em uma influente revista da época, a Life Magazine, em 1957 (Allen, 1987; Wasson, 1957).</p>
<p style="text-align:justify;">O relato de Wasson sobre sua experiência com cogumelos provoca o interesse da comunidade cientifica sobre o fenômeno, descrevendo com fascinação seus efeitos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Tudo o que se vê naquela noite se banha na claridade da origem: a paisagem, as casas, os utensílios de uso diário, os animais, tudo é calmamente irradiado pela luz primordial; dir-se-ia que as coisas apenas acabam de serem produzidas pelo criador! Esta novidade total &#8211; a aurora da criação &#8211; o submerge e o envolve, o dissolve na sua beleza inexplicável (&#8230;) Seu espírito está livre, você vive uma eternidade numa noite, vê o infinito no grão de areia. O que você vê e escuta grava-se na sua memória, é gravado ali para sempre. Enfim, você conhece o inefável, sabe o que é o êxtase! (&#8230;) Uma simples planta abre as portas, libera o inefável, traz o êxtase. Não é a primeira vez na história da humanidade que as formas mais humildes de vida dão a luz ao divino. Por mais desconcertante que seja, a maravilha que anuncia merece ser ouvida pelos homens.&#8221;</em> (Wasson, 1961, pag.8-12)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Auspiciado por Roger Heim, micologista e diretor do Museu Nacional de História Natural de Paris, Wasson desenvolve uma série de contribuições para os campos da botânica e antropologia realizando a identificação do cogumelo psicodélico através da colheita sistemática, cultura em laboratório e análise detalhada das diferentes espécies de cogumelos do gênero Psilocybe e seu uso ritualístico. Mais tarde Wasson e Heim se associam a Sandoz, uma empresa farmacêutica suíça, fornecendo amostras de cogumelos para uma pesquisa mais abrangente a cerca das propriedades químicas e farmacológicas (Forte, 1997; Heim, 1972).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1958, cinco anos após a identificação por Wasson, o cientista suíço (e mais conhecido como o &#8220;pai&#8221; do LSD) Albert Hoffmann, investiga as propriedades químicas desse cogumelo e extrai a psilocibina e a psilocina, substância de propriedades psicotrópicas e alucinógenas que depois foram sintetizadas. A psilocibina é um psicodélico relativamente novo, em termos científicos, já que a sua entrada nos laboratórios foi posterior à descoberta de outras substâncias como a mescalina, 60 anos antes, e do LSD, anterior em uma década. Albert Hoffman foi o primeiro cientista a isolar o princípio ativo e a descrever sua estrutura molecular: o alcalóide de coloração azulada, na verdade eram dois deles e extremamente similares, foram batizados de Psilocibina e Psilocina, em alusão ao gênero Psilocybe: palavra de origem grega que significa cabeça (cybe) pelada (psilos). Os resultados, obtidos por Hoffman em colaboração com dois colegas (A. Brack e Dr. H. Kobel) e o professor Roger Heim, foram publicados, em março de 1958, em nota no jornal científico Experientia. Os mecanismos de ação, em fato, devem-se a um princípio único, visto que a psilocibina converte-se em psilocina dentro do próprio corpo através de um processo chamado desfoforilação, mas os dois compostos são naturalmente encontrados nos cogumelos, sendo o primeiro deles verificado em maior porcentagem (Hoffmann, Heim, Brack &amp; Kobbel, 1958).</p>
<p style="text-align:justify;">Posteriormente, em parceria com outros quatro colegas (A. J. Frey, H. Ott, T. Petrzilka e F. Troxler), Hoffman descobriu a síntese da psilocibina, cuja fórmula foi patenteada em 1963. Os resultados da pesquisa foram publicados em dezembro de 1958, também no jornal Experientia. A substância foi identificada como similar a outros químicos com o LSD, cujos intensos efeitos psíquicos denunciavam a urgência de novas frentes de pesquisa. A psilocibina entrou, decisivamente, para a família daqueles estranhos e misteriosos alcalóides que vinham desafiando a percepção sobre a natureza da mente humana. A partir da descoberta da sintetização, os laboratórios Sandoz, para o qual Hoffman trabalhava, passaram a disponibilizar a substância, assim como o LSD e outros psicodélicos, para as novas frentes de pesquisa que se disseminavam no início dos anos 60, principalmente norteados pelas vanguardas investigativas da Psiquiatria e Neurologia (Hoffmann, Frey, Ott, Petrzilka &amp; Troxler, 1958).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1959, a psilocibina já se tornava a protagonista de uma série de estudos científicos, principalmente relativos à prática psicoterápica auxiliada por psicodélicos. Uma pesquisa francesa intitulada Les Effets Psychiques de la Psilocybine et les Perspectives Thérapeutiques (Os Efeitos Psíquicos da Psilocibina e as Perspectivas Terapêuticas) liderada pelo médico Jean Delay, pioneiro da pesquisa sistemática da psilocibina nos domínios psiquiátricos, administrou a psilocibina em 13 pacientes saudáveis e em 30 pacientes diagnosticados com desordens mentais e concluiu que a substância, com efeito alucinógeno mais leve do que a mescalina e efeito despersonalizante menor do que o LSD, possuía um significativo potencial enquanto ferramenta terapêutica por sua capacidade de provocar melhor acessibilidade aos conteúdos do paciente, assim como desencadear efeito psicolítico, ou seja, liberar estes conteúdos na forma de revivências (geralmente da infância), estímulos da memória afetiva e eventos traumáticos (Delay, Pichot, Lempérière, Nicolas-Charles &amp; Quétin, 1959). No mesmo ano, Delay, deu continuidade à investigação, publicando o artigo Premiers Essais de la Psilocybine en Psychiatrie (Primeiros Ensaios da Psilocibina na Psiquiatria) (Delay, Pichot &amp; Nicolas-Charles, 1959).</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda em 1959, o psiquiatra alemão F. Gnirss desenvolveu uma pesquisa intitulada Untersuchungen mit Psilocybin, einem Phantastikum aus dem Mexikanischen Rauschpilz Psilocybe mexicana (Estudos com psilocibina, um psicodélico do cogumelo Psilocybe mexicana), através da qual administra o alcalóide em um grupo de 18 pacientes saudáveis, através deste estudo Gnirss identifica propriedades psicotrópicas na substância , que significa que a Psilocibina age no Sistema Nervoso Central (SNC) produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, portanto, passíveis de auto-administração. Conclui que a substância é de significativa importância teórica e possibilidade de utilização psicoterapêutica. (Gnirss, 1959)</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1960, outra pesquisa francesa, desenvolvida pelo psiquiatra A. M. Quétin, resultou em conclusões similares ao administrar o fármaco em um grupo de 32 pacientes saudáveis e 68 pacientes diagnosticados com quadros psicóticos com idades entre 16-66 (21 esquizofrênicos, 6 com delírios crônicos, 6 com psicoses maníaco-depressiva, 6 oligofrênicos, 29 com neuroses, incluindo 3 alcoólicos). Através da análise exaustiva Quétin afirmou que a droga é certamente de grande interesse para o diagnóstico e, provavelmente, também para a psicoterapia (Quétin, 1960).</p>
<p style="text-align:justify;">Inspirado pelo artigo de Wasson na Life Magazine (Wasson, 1957), o psicólogo, neurocientista, escritor, Ph.D. e professor de Harvard, Timothy Leary, viajou para o México com o intuito de experimentar e pesquisar os cogumelos psicodélicos (Higgs, 2006). Em 1960, ao voltar para Harvard, os psicólogos Timothy Leary e Richard Alpert iniciaram o projeto intitulado de “Harvard Psilocybin Project”, do qual fizeram parte também o ensaísta filosófico e autor de Portas da Percepção Aldous Huxley, o Presidente da Associação Psiquiátrica Americana John Spiegel, o superior de Leary em Harvard David McClelland, o psicólogo e professor da Universidade da Califórnia Frank Barron e dois estudantes graduados que já haviam trabalhado em um projeto à cerca da mescalina. Durante o programa, que durou de 60 a 62, uma série de experimentos foi desenvolvida para investigar as implicações da psilocibina sobre a natureza dos distúrbios psicóticos, tratamento de desordens de personalidade e psicoterapia auxiliada pelo uso do químico. Este projeto fazia parte do programa de pesquisa psicodélica em Harvard (Harvard Psychedelic Drug Research Program) inaugurado em 1960 por 35 professores, instrutores e estudantes graduados que deram luz a várias pesquisas importantes com psicodélicos na época (Higgs, 2006; Leary, 1961).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1961, foi conduzido um dos mais significativos estudos feitos pela Harvard Psilocybin Project intitulado de “Um novo programa de mudança de comportamento para infratores adultos usando psilocibina” (A New Behavior change program for adult offenders using psilocybin), mais conhecido como “A experiência da prisão de Concord”. O experimento foi realizado no período de 1961 a 1963 por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard, sob a direção de Timothy Leary, dentro dos muros da Prisão Estadual de Concord, uma prisão de segurança máxima para jovens delinqüentes. O estudo envolveu a administração de psilocibina para auxiliar a psicoterapia de grupo para 32 presos, em um esforço para reduzir as taxas de reincidência criminal. Os registros da Prisão Estadual de Concord sugeriam que 64% dos 32 indivíduos voltariam para a prisão no prazo de seis meses após a liberdade condicional. No entanto, após seis meses, apenas 25% das pessoas em liberdade condicional retornaram a prisão, seis por causa de violação da condicional e dois para novos crimes. Estes resultados são ainda mais dramáticos quando a literatura correcional é pesquisada, poucos projetos de curto prazo com prisioneiros têm sido eficazes até mesmo em menor grau. Além disso, testes de personalidade indicaram uma mensurável mudança positiva no comportamento dos presos depois da experiência com a psilocibina, em comparação com os mesmo antes da experiência (Leary, Metzner, Presnell, Weil, Schwitzgebel &amp; S. Kinne, 1965). Esta é apenas uma de várias pesquisas produzidas pelo Harvard Psilocybin Project nesta época.</p>
<p style="text-align:justify;">O desenvolvimento do projeto, no entanto, foi significativamente prejudicado pela desenvoltura um tanto quanto anti-acadêmica de Timothy Leary, que extremamente fascinado pelas experiências de consciência desencadeadas por tais alcalóides, abandonou gradativamente a figura do pesquisador para investir-se da figura quase mística de um profeta do alucinógeno. Em 1963, Timothy Leary foi expulso de Harvard depois de ter promovido uma experiência psicotrópica com uma turma inteira de estudantes de psicologia (com o consentimento destes, naturalmente) sem monitoramento laboratorial ou intuito de pesquisa. Aos poucos foi se desfazendo da característica científica para tornar-se, anos mais tarde, uma espécie de guru da cultura psicodélica que vinha incitando os fluxos intensos da contracultura. (Higgs, 2006; Leary, 1963) A popularização de enteógenos promovida por Robert Wasson, Timothy Leary, Terence McKenna, entre outros autores e pesquisadores, levou a uma explosão no uso de cogumelos contendo Psilocibina por todo o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Até o momento drástico em que os psicodélicos escaparam dos laboratórios e tornaram-se os protagonistas de uma batalha política e, em função da política norte-americana da Guerra às Drogas, foram terminantemente proibidos, inclusive no universo científico. Até o final dos anos 60 e início dos 70, quando os Estados Unidos responderam violentamente aos questionamentos da Contracultura, movimento do qual fazia parte expressiva a utilização destas drogas, os principais estudos concentravam-se em traçar paralelos entre as três principais substâncias do grupo – LSD, mescalina e psilocibina – e em examinar a potencialidade psicoterapêutica e possível relação entre os estados alterados de consciência provocados pela adição destes alcalóides e os distúrbios mentais. Com a medida que pôs fim às pesquisas, e através da qual o governo norte-americano arbitrariamente revogou toda e qualquer qualidade científica dos psicodélicos, a psilocibina foi, assim como os demais, silenciada, apenas voltando aos laboratórios após quase trinta anos de moratória (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001).</p>
<p>3.2 Estudos e pesquisas de 1990 &#8211; 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">De 1953 ao final dos anos 60 as substâncias psicodélicas, como a psilocibina, foram o centro de diversas pesquisas, já citadas anteriormente, até caírem no silêncio sufocante imposto pela política norte-americana da Guerra às Drogas. Aproximadamente três décadas após o período marcado pela moratória científica arbitrariamente fixada, os psicodélicos iniciaram um expressivo movimento de retorno aos domínios científicos (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001). Somente na década de 90 se reiniciaram seriamente as pesquisas com psicodélicos em humanos, principalmente devido aos esforços do Dr. Rick Strassman, da Universidade do Novo México, nos EUA, e do Dr. Franz Vollenweider, da Universidade Psiquiátrica Hospital Zürich, na Suíça (Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001). A partir deste momento e até os dias de hoje, a psilocibina tornou-se novamente o centro de diversos estudos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2004, o psiquiatra norte-americano Charles Grob, da Universidade da Califórnia, desenvolveu a pesquisa intitulada “Pilot Study of Psilocybin Treatment for Anxiety in Patients With Advanced-Stage Cancer” (Estudo Piloto de Tratamento de psilocibina para ansiedade em pacientes com câncer em estágio avançado) que investigou a substância enquanto fator terapêutico em pacientes com câncer em estado terminal explorando a sua segurança e eficácia. O estudo incluiu a administração de uma pequena dose (0,2 mg/kg) de psilocibina em 12 pacientes adultos &#8211; dos quais 11 eram mulheres &#8211; com câncer em estágio avançado e ansiedade, que ficaram deitados, com os olhos vendados, e ouvindo música a seu gosto durante seis horas sob supervisão de terapeutas treinados. A freqüência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura dos voluntários foram monitoradas ao longo de cada tratamento. Os investigadores também verificaram os níveis de depressão, ansiedade e humor em cada um deles. Duas semanas após a experiência com a psilocibina, os voluntários reportaram que se sentiam menos deprimidos e ansiosos. Seis meses depois, o nível de depressão tinha diminuído 30%, conforme os resultados publicados na Archives of General Psychiatry. Alguns voluntários relataram estados de consciência ligeiramente alterados após receber a psilocibina, mas os pesquisadores não notaram efeitos adversos fisiológicos, ainda não foram identificados possíveis efeitos maléficos na utilização de psilocibina. Ainda assim, outros testes são necessários para examinar a segurança e a eficácia do cogumelo. O estudo, que procurava a redução do estresse e dor, obteve resultados animadores no aumento da qualidade de vida dos pacientes e os dados revelaram um aspecto promissor na utilização terapêutica da substância (Grob, Danforth, Chopra, Hagerty, McKay, Halberstadt &amp; Greer, 2010).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2006, o psiquiatra Francisco Moreno, da Universidade do Arizona, iniciou uma pesquisa sobre o uso terapêutico da substância em pacientes diagnosticados com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) que resistiram a outros tipos de tratamento, assim como para fins de teste de segurança do alcalóide no organismo. Em uma clínica com ambiente controlado, a psilocibina foi usada com segurança em pacientes com TOC e foi associado a reduções agudas no TOC sintomas básicos em vários indivíduos. As conclusões reportaram que todos os pacientes, da amostra de nove, experienciaram melhorias nos quadros obsessivos compulsivos durante o período da experiência. Apesar de ser uma pequena pesquisa, com uma amostra e um alcance não tão significativos, Moreno reportou seu ânimo diante da potencialidade da substância: “O que vimos foi uma drástica diminuição dos sintomas durante um período de tempo. As pessoas diziam que não se sentiam tão bem há anos” (Moreno, Wiegand, Taitano &amp; Delgado, 2006).</p>
<p style="text-align:justify;">Em outro estudo, em 2006, o neurocientista Roland Griffiths, da Universidade Johns Hopkins, administrou psilocibina em 36 voluntários saudáveis, que participavam regularmente de atividades religiosas ou espirituais, com o objetivo de investigar os mecanismos da experiência mística/espiritual induzida pela psilocibina. Foram realizadas três sessões em intervalos de dois meses onde a psilocibina foi administrada via oral aos voluntários em doses altas (30 mg/70 kg). Nas sessões de 8 horas, realizadas individualmente, os voluntários eram encorajados a fechar os olhos e dirigir a sua atenção para seu interior. O comportamento dos voluntários foi monitorado e avaliado durante as sessões e questionários foram preenchidos imediatamente após e dois meses após as sessões, avaliando os efeitos da substancia e as características da experiência. Cerca de dois terços dos voluntários relatou haver vivenciado uma completa experiência mística, caracterizada por uma sensação de unidade com todo o universo. Entre os resultados foram relatados uma série de grandes alterações na percepção, experiência subjetiva e humor lábil &#8211; incluindo ansiedade &#8211; dos participantes. Em dois meses, os voluntários classificaram a experiência como possuidora de substancial sentido pessoal e significado espiritual, além de atribuírem a psilocibina as mudanças positivas em suas atitudes e comportamentos, coerentes com observações e avaliações cientificas (Griffiths, Richards, McCann &amp; Jesse, 2006). Griffiths continuou monitorando os voluntários de sua pesquisa por quatorze meses após este estudo, através de entrevistas periódicas com intuito de avaliar os efeitos agudos e persistentes da administração das doses de psilocibina. Dentre os resultados obtidos pode se observar que os voluntários ainda atribuíam à experiência a causa de seus altos níveis de satisfação com a vida e a associaram ao crescente bem-estar que sentiam desde então. Foi relatado pela maioria dos participantes que seu humor, suas atitudes e comportamentos mudaram para melhor. Entrevistas estruturadas com familiares, amigos e colegas de trabalho em geral, confirmaram as observações dos sujeitos. Testes psicológicos e relatórios dos próprios sujeitos não mostraram nenhum dano aos participantes do estudo, embora alguns admitiram ansiedade extrema ou outros efeitos desagradáveis nas primeiras horas após a administração da psilocibina. Além disto, não foram observadas dependência física ou intoxicações proporcionadas pela substância. Griffiths conclui que sob condições bem definidas, com uma preparação cuidadosa, se pode gerar de forma segura e bastante confiável uma experiência mística que pode trazer mudanças positivas a uma pessoa. Afirma também que seu estudo é um passo inicial de uma série de trabalhos científicos com a psilocibina que acabará por ajudar pessoas (Griffiths, Richards, Johnson, McCann &amp; Jesse, 2008).</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda em 2006, o psiquiatra John Halpern, da Universidade de Harvard, liderou um estudo com intuito de investigar os efeitos terapêuticos da psilocibina em pacientes diagnosticados com uma enxaqueca intensa conhecida como cefaléia em salvas. Considerada como a mais forte dor de cabeça que se conhece, a cefaléia em salvas é extremamente dolorosa e de ocorrência rara. É caracterizada por uma dor unilateral que atinge a zona ocular ou temporal, sua duração varia de 15 minutos a 3 horas podendo apresentar de uma até oito crises por dia, a dor é tão insuportável que muitos pensam em suicídio e alguns de fato o cometem. Com o objetivo de trazer alívio para suas excruciantes dores de cabeça, Bob Wold, depois de ter tomado sem eficácia mais de 75 medicamentos prescritos, em mais de 100 combinações diferentes e tendo como ultimo recurso quatro opções cirúrgicas, algumas de alto risco, e todas sem promessa de resultado definitivo, Wold conheceu dois médicos que sabiam que Albert Hofmann, quando sintetizou o LSD, procurava tratamentos para hemorragias durante o parto e para dores de cabeça. Devido à ilegalidade do LSD em todo o mundo e sua difícil síntese, os médicos e Wold decidiram tentar um tratamento com psilocibina. O resultado foi tão expressivo e marcante que Bob se viu, pela primeira vez em duas décadas, livre de suas dores. Bob Wold fundou uma organização, a Clusterbusters, para ajudar pacientes com a mesma condição e estudar os efeitos da psilocibina como tratamento, através da qual mantêm contato com cerca de 200 vitimas, de onde Wold pode levantar uma série imensa de informações &#8211; adquiridas em forma de questionários – que foram apresentadas à Harvard. A organização chamou atenção da universidade, que iniciou um estudo, onde seus autores entrevistaram 53 vítimas de cefaléia em salvas que experimentaram psilocibina ou LSD para tratar de sua condição. Vinte e dois dos 26 pacientes em que a psilocibina foi administrada reportaram diminuição dos ataques e alguns até mesmo a remissão por períodos extensos. A associação cresceu e hoje conta com apoio de pesquisadores em instituições formais de pesquisa, ajudando dezenas de pacientes na mesma condição (Sewell, Halpern &amp; Pope, 2006).</p>
<p style="text-align:justify;">As pesquisas atuais têm apontado, com dados promissores, que psicodélicos possuem uma potencialidade ainda pouco conhecida pelos cientistas e que jamais deveriam ter sido condenados a repressão durante longas décadas. Os novos estudos têm inspirado um honesto retorno de alcalóides como a psilocibina aos domínios da ciência e desmentindo a deturpada imagem pintada pelas políticas antidrogas norte-americanas nos anos 60.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>4. Metodologia</strong></p>
<p>O estudo foi realizado através de revisões bibliográficas de artigos científicos que tratam sobre o tema. As revisões estão divididas em duas partes: de 1950-1960 e de 1990-2010.</p>
<p style="text-align:justify;">Coletamos os resultados de 8 pesquisas, 4 de cada época, de diversos pesquisadores que administraram psilocibina em humanos. Os resultados foram analisados e separados por tópicos de acordo com a natureza dos efeitos produzidos pela psilocibina (como humor, cognição e comportamento), buscando nestes efeitos as possibilidades do uso da substância em tratamentos, investigando sua eficácia, segurança e contra-indicações.</p>
<p><strong>5. Resultados</strong></p>
<p><strong>1950-1960</strong><br />
<strong> 1959 &#8211; Os Efeitos Psíquicos da Psilocibina e as Perspectivas Terapêuticas</strong>.<br />
Autoria: Delay<br />
Objetivo: Pesquisar sistemáticamente os efeitos psíquicos da psilocibina e suas perspectivas terapêuticas.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 13 indivíduos normais e 30 portadores de transtornos mentais.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Humor: Alteração no humor, com predominio de euforia e váriações para sentimentos de desconforto, apreensão ou ansiedade acentuada.</li>
</ul>
<ul>
<li>Cognição: Disturbios de atenção, ideação, alteração na noção subjetiva de tempo, afastamento da realidade ou isolamento do individuo, pensamentos delirantes.</li>
</ul>
<ul>
<li> Comportamento: Excitação, com movimentos compulsivos e gargalhadas sem motivos aparentes, alternando para desânimo e indiferença.</li>
</ul>
<ul>
<li>Percepção: Alteração na intensidade das impressões sensoriais (predominantemente visuais, mas também acústicas e gustativas), ilusão, alucinação, distorção da imagem corporal, disturbios de propriocepção, despersonalização e interpretação antagonista do ambiente.</li>
</ul>
<ul>
<li>Memória: Estimulação da memoria da infância, incluindo experiencias traumáticas, acesso ao material esquecido e liberação de inibições (ab-reação emocional).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: Para os autores o acesso ao material esquecido e a liberação de inibições (ab-reação emocional) poderia ter grande valor terapêutico e interesse para a psicologia e psiquiatria.<br />
Referência: Delay, Pichot, Lempérière, Nicolas-Charles &amp; Quétin, 1959</p>
<p><strong>1959 &#8211; Estudos com psilocibina, um psicodélico do cogumelo Psilocybe mexicana.</strong><br />
Autoria: Gnirss<br />
Objetivo: Verificar os efeitos da substância em populações humanas.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 18 pacientes saudáveis.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Humor: Alteração no humor, com predomínio de euforia.</li>
</ul>
<ul>
<li>Comportamento: Possui ação direta no Sistema Nervoso Central, produzindo alterações de comportamento, com efeitos iniciais de atividades reduzidas e variando para uma segunda fase com o aumento da atividade e excitação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Percepção: Alterações da imagem corporal, sentimentos de despersonalização e distúrbios de percepção sensorial.</li>
</ul>
<ul>
<li>Efeitos somáticos: Foram relatadas alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo como bradicardia, aumento da pressão arterial, diminuição da freqüência respiratória e aumento do volume respiratório, dor de cabeça, vertigem e dessincronização do EEG.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: O autor afirma que a psilocibina possui ação direta no Sistema Nervoso Central, produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, passíveis de auto-administração.<br />
Referência: Gnirss,1959</p>
<p><strong>1960 – A Psilocibina na psiquiatria e clínica experimental.</strong><br />
Autoria: Quétin<br />
Objetivo:<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 32 pessoas saudáveis, com idade entre 25-35 anos e 68 pacientes diagnosticados com quadros psicóticos.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Humor: Não houve mudança</li>
</ul>
<ul>
<li>Memória: Liberação de memórias reprimidas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Efeitos somáticos: Produz bradicardia, hipoglicemia e uma pequena alteração na esfera psíquica.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: O efeito da psilocibina é comparável à do LSD e mescalina, mas difere em manifestações somáticas e não há nenhuma mudança na contagem de leucócitos. O modo de ação é complexo e ainda não esclarecido. A droga é certamente de grande interesse para o diagnóstico e, provavelmente, também para a psicoterapia. A reação dos indivíduos saudáveis podem às vezes ser previsíveis se o tipo de personalidade é conhecido: estudos psicométricos devem ser feitos.<br />
Referência: Quétin,1960</p>
<p><strong>1965 &#8211; Um novo programa de mudança de comportamento para infratores adultos usando psilocibina.</strong><br />
Autoria: Leary<br />
Objetivo: Reduzir as taxas de reincidência criminal.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 32 presos, para auxiliar a psicoterapia de grupo.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Comportamento: Houve uma mudança positiva no comportamento dos presos depois da experiência com a psilocibina, em comparação com os mesmos antes da experiência.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: O estudo concluiu que o novo programa de psicoterapia de grupo, auxiliada pela administração de psilocibina, e programas de pós-libertação carcerária, reduziria significativamente os índices de reincidência criminal. Os registros da Prisão Estadual de Concord sugeriam que 64% dos 32 indivíduos voltariam para a prisão no prazo de seis meses após a liberdade condicional. No entanto, após seis meses, apenas 25% das pessoas em liberdade condicional retornaram a prisão, seis por causa de violação da condicional e dois por novos crimes.<br />
Referência: Leary, Metzner, Presnell, Weil, Schwitzgebel &amp; S. Kinne, 1965</p>
<p><strong>1990-2010</strong><br />
<strong> 2006 &#8211; Segurança, tolerância e eficácia da psilocibina em 9 pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo.</strong><br />
Autoria: Moreno<br />
Objetivo: Uso terapêutico da psilocibina em pacientes diagnosticados com TOC, que resistiram a outros tipos de tratamentos.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 9 pacientes portadores de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Comportamento: Foi observada uma diminuição acentuada dos sintomas de TOC em todos os pacientes. A diminuição dos sintomas em pacientes que sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo durou após as primeiras 24 horas após a ingestão da psilocibina.</li>
</ul>
<ul>
<li>Efeitos somáticos: Um indivíduo apresentou hipertensão transitória.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: As conclusões reportaram que a psilocibina foi usada com segurança em todos os pacientes, da amostra de nove, que experienciaram reduções agudas nos sintomas básicos do TOC e melhorias nos quadros obsessivos compulsivos durante o período da experiência.<br />
Referência: Moreno, Wiegand, Taitano &amp; Delgado, 2006</p>
<p><strong>2006 – Reação da cefaléia em salvas à psilocibina e ao LSD.</strong><br />
Autoria: Halpern<br />
Objetivo: Investigar os efeitos terapêuticos da psilocibina e do LSD em pacientes diagnosticados com uma enxaqueca intensa, conhecida como cefaléia em salvas.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 53 pacientes com cefaléia em salvas.<br />
Conclusão: Foi confirmada a eficácia completa (definida como a causa da parada total dos ataques) ou a eficácia parcial (definida como diminuição da intensidade ou freqüência dos ataques, mas não a extinção dos mesmos) da psilocibina neste tratamento em 42% dos 53 indivíduos.<br />
Referência: Sewell, Halpern &amp; Pope, 2006</p>
<p><strong>2006 &#8211; A psilocibina pode ocasionar experiências místicas possuindo substancial sentido pessoal e significado espiritual.</strong><br />
Autoria: Griffiths<br />
Objetivo: Investigar os mecanismos da experiência mística/espiritual induzida pela psilocibina e avaliar os efeitos psicológicos, agudos e de longo prazo, proporcionados por uma dose alta de psilocibina.<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 36 voluntarios adultos saudaveis, que participavam regularmente de atividades religiosas ou espirituais.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Humor: Humor lábil, com sentimentos de transcendência, tristeza, alegria, e/ou ansiedade. Redução de ansiedade de longo prazo após experiencia.</li>
</ul>
<ul>
<li>Cognição: Senso de significado e/ou idéias de referência. Sensação de bem estar ou satisfação com a vida.</li>
</ul>
<ul>
<li>Comportamento: Resultados mais elevados de estimulação/excitação e de atividade motora espontânea, sonolência muito baixa, agitação e maior contato físico com os monitores. Mudanças positivas duradouras nas atitudes e comportamentos dos sujeitos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Percepção: Alteração perceptivas como pseudo-alucinações visual, ilusões, e sinestesias.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: O estudo, constata que as modificações sofridas no humor, afeto e cognição dos sujeitos, após a expreriência com a psilocibina, são típicas desta substância e produzem uma série de grandes alterações na percepção, experiência subjetiva e humor lábil, incluindo ansiedade, dos participantes. Maiores elevações, a longo prazo, nos índices de atitudes positivas, bom humor, sociabilidade e comportamentos assertivos. Experiência classificada pelos sujeitos como estando dentre as cinco experiências mais significativas de sua vida, considerando-a como possuidora de substancial sentido pessoal e significado espiritual.<br />
Referência: Griffiths, Richards, McCann &amp; Jesse, 2006</p>
<p><strong>2010 &#8211; Estudo Piloto de Tratamento de psilocibina para ansiedade em pacientes com câncer em estágio avançado.</strong><br />
Autoria: Grob<br />
Objetivo: Investigar a segurança e eficácia terapêutica da psilocibina para pacientes com câncer terminal<br />
Metodologia: Administração de psilocibina em 12 indivíduos adultos com câncer em estágio avançado e ansiedade.<br />
Resultados:</p>
<ul>
<li>Humor: Melhora de humor que atingiu significância de seis meses, com redução da ansiedade no tempo de até três meses após o tratamento.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: O estudo, que procurava a redução do estresse e dor, obteve resultados animadores no aumento da qualidade de vida e melhora do humor e ansiedade dos pacientes e os dados revelaram um aspecto promissor na utilização terapêutica da substância, estabelecendo a viabilidade e segurança da administração de doses moderadas de psilocibina para pacientes.<br />
Referência: Grob, Danforth, Chopra, Hagerty, McKay, Halberstadt &amp; Greer, 2010</p>
<p><strong>6. Discussão e análise dos dados</strong></p>
<p>A partir da análise dos resultados obtidos nestas 8 pesquisas realizadas através da administração de psilocibina, entre outros conhecimentos sobre o tema, podemos observar alguns aspectos que devem ser levados em consideração:</p>
<p style="text-align:justify;">Em relação aos efeitos somáticos produzidos pela psilocibina, que são divulgados mais amplamente em 3 pesquisas, que consiste nas alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo como bradicardia, aumento da pressão arterial, diminuição da freqüência respiratória e aumento do volume respiratório, dor de cabeça, vertigem e hipoglicemia podem representar riscos para algumas pessoas, necessitando de acompanhamento médico. Outros efeitos somáticos observados como midríase, hipotensão, congestão facial, suor, astenia e sono são aparentemente os mesmos, tanto em pessoas com transtornos mentais quanto em pessoas normais. Andar ébrio e tremores acontecem paralelamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Em relação aos efeitos psíquicos, são caracterizados em primeiro lugar por perturbações do humor, como euforia e sensação de bem-estar, é interessante notar uma inversão do humor nos melancólicos. A agitação é freqüente, variando muitas vezes de um estado eufórico para sentimentos de desconforto, mal-estar geral, fadiga com apreensão, perplexidade e até mesmo ansiedade, nos mostrando o quão sensível para emoções a psilocibina deixa o paciente.</p>
<p style="text-align:justify;">O comportamento é alterado, geralmente há uma grande excitação com o uso da substância, podendo ocorrer, por exemplo, movimentos compulsivos que se alternam para desânimo e indiferença. Porém a longo prazo pode ser constatado uma melhora significativa nos comportamentos e atitudes do sujeito.</p>
<p style="text-align:justify;">A cognição é afetada por distúrbios de atenção, alteração na noção subjetiva de tempo, afastamento da realidade, isolamento do indivíduo e ocorre pensamento delirantes. Os fenômenos intelectuais apresentam déficit, como perturbações de concentração, às vezes são de um tipo onírico que pode ser ansioso, e até erótico.</p>
<p style="text-align:justify;">A percepção é alterada, ocorrendo alteração na intensidade das impressões sensoriais, distorção da imagem corporal e podendo ocorrer ilusões e sinestesias. Os contatos com o mundo exterior traduzem modificações que levam, por exemplo, os melancólicos a sorrir, os catatônicos a procurar contato. Às vezes desaparece a timidez e um fenômeno nomeado por um dos autores como reticências, que diz da “omissão voluntária do que se poderia dizer”. Sentimentos de despersonalização não são raros.</p>
<p style="text-align:justify;">A memória é afetada através da estimulação da memória da infância, da liberação de inibições (ab-reação emocional) e liberação de memórias reprimidas. As manifestações mais interessantes aplicam-se as evocações, permitindo aos pacientes reviver suas crises de angústia ou cenas que podem tê-los marcado. A supressão das inibições permanece também como um dos resultados mais dignos de atenção.</p>
<p style="text-align:justify;">Podemos considerar, de um modo geral, que existe grande semelhança entre os efeitos da psilocibina nos sujeitos normais e nos doentes mentais.<br />
A liberação de memórias reprimidas ocorre igualmente a ambos, entretanto, nas pessoas normais são recordações de infância geralmente não penosas, enquanto que nos doentes mentais são, mais freqüentemente, cenas traumatizantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Convém separar os efeitos da psilocibina conforme a condição psíquica do sujeito, se ele é psicótico ou neurótico. Nos esquizofrênicos crônicos, nos dementes, toda possibilidade de resposta afetiva parece abolida, os risos discordantes sem nenhum motivo ou razão são freqüentes. Nos paranóicos de evolução recente as reações são violentas, as vezes provocadas por poderosas recordações nas quais as testemunhas presentes podem ser identificadas a personagens ligadas a cenas do passado do doente, que as reencontra, sob o efeito da substância. Assim sendo, a agressividade deste em relação a certas pessoas de seu ambiente renascerá, devido a esta lembrança provocada, necessitando de maio cuidado neste ponto.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos casos de neurose, determina-se o interesse da aplicação da psilocibina. Nos psicopatas, a atitude se revelará teatral ou pueril. As lembranças afluem, o sujeito registra-as com todo o cortejo afetivo: reivindicações, frustrações, invejas, culpabilidade (Quétin, 1960). Assim sendo, a supressão das inibições e dos recalques acelera-se, fixa-se. Em alguns casos, essas modificações chegam a uma verdadeira tomada de consciência intelectual do paciente sobre seu estado, o que pode levar a uma espécie de euforia, a qual aguçaria, por exemplo, seu “apetite” renovador, levando o sujeito a novas atitudes.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos histéricos, enfim, numa primeira fase ansiosa acentuada pela desconfiança, sucederá um desaparecimento progressivo da hostilidade em relação às testemunhas. Pouco a pouco, as lembranças longínquas se reconstituem, acumulam, as circunstâncias do passado tornam a juntar-se. Também nos portadores de transtorno obsessivo-compulsivo o sentimento de culpa pode exteriorizar-se, fazendo nascer os elementos que permitirão que talvez se desenhem — definidas pelo próprio doente — as etapas sucessivas de sua despersonalização, trazendo uma grande melhora para sua vida e redução, com raros casos de extinção, dos sintomas.</p>
<p style="text-align:justify;">Este efeito sobre a memória humana, provocando o acesso a memórias reprimidas, é de grande interesse para a psicologia, se mostrando um método eficaz no tratamento de algumas desordens mentais e outros transtornos, provocando uma significativa melhora na vida dos pacientes e se mostrando segura para sua aplicação, se mediante a um acompanhamento profissional e um direcionamento terapêutico.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>7. Considerações finais</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os efeitos únicos produzidos pela psilocibina fornecem panoramas para o estudo da mente em geral e da consciência humana em particular. Permitem a exploração de diversos parâmetros e mecanismos atrelados ao processo consciente, como a percepção sensorial e a autoconsciência.<br />
Nas mãos do terapeuta, a psilocibina não apenas pode agir francamente sobre o ressurgimento de lembranças reprimidas como também despertar um desejo de aproximação entre o paciente e o terapeuta, formando um vínculo onde seja possível uma colaboração maior de ambas as partes para a revelação da origem das perturbações mentais.</p>
<p style="text-align:justify;">Mostrando-se então uma eficaz ferramenta terapêutica, e comprovando minhas hipóteses de que a proibição desta substância advém antes de uma arbitrariedade preconceituosa de pretextos hediondos do que de um real risco a vida ou bem-estar do ser humano. Porém, para uma aplicação segura e com resultados benéficos da psilocibina, como uma ferramenta auxiliar em processos terapêuticos, mais estudos são necessários.</p>
<p><strong> Referências</strong><br />
Allen, 1987; Allen, J. W. Wasson&#8217;s First Voyage: The Rediscovery of Entheogenic Mushrooms. Ethnomycological Journals Sacred Mushroom Studies vol. II, 1987.<br />
Berlant, 2005; Berlant, S. R. The entheomycological origin of Egyptian crowns and the esoteric underpinnings of Egyptian religion. Journal of Ethnopharmacology, 2005.<br />
Delay, Pichot, Lempérière, Nicolas-Charles &amp; Quétin, 1959; Delay J, Pichot P, Lempérière T, Nicolas-Charles P, Quétin AM. “Les effets psychiques de la Psilocybine et les perspectives thérapeutiques”. Presse Méd., 1959.<br />
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Griffiths, Richards, Johnson, McCann &amp; Jesse, 2008; Griffiths RR, Richards WA, Johnson MW, McCann UD, Jesse R. Mystical-type experiences occasioned by psilocybin mediate the attribution of personal meaning and spiritual significance 14 months later. Psychopharmacology. 01 July 2008.<br />
Grob, Danforth, Chopra, Hagerty, McKay, Halberstadt &amp; Greer, 2010; Charles S. Grob, Alicia L. Danforth, Gurpreet S. Chopra, Marycie Hagerty, Charles R. McKay, Adam L. Halberstadt, George R. Greer. Pilot Study of Psilocybin Treatment for Anxiety in Patients With Advanced-Stage Cancer. Arch. Gen Psychiatry. 2010, September.<br />
Heim, 1972; Heim, Roger. História da descoberta dos cogumelos alucinógenos do México. In Mandala: a experiência alucinógena, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1972.<br />
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Hoffmann, Heim, Brack &amp; Kobbel, 1958; Hoffmann, A., Heim, R., Brack, A., Kobbel, H. Psilocybin, a psychotropic principle from the Mexican hallucinogenic fungus Psilocybe mexicana Heim. Experientia, 14:107, 1958.<br />
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Leary, 1963; Leary, T. F. 1963. Report on the Harvard Psilocybin Project. Unpublished. January 15.<br />
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Schultes, Hofmann &amp; Ratsch, 2001; Schultes, R. E., Hofmann, A., Rätsch, C. Plants of the gods – their sacred, healing and hallucinogenic powers. 2º edição, Rochester-Vermont, Healing Arts Press, 2001.<br />
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<hr />
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			<media:title type="html">psilocybe cubensis</media:title>
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			<media:title type="html">cogumelos de pedra</media:title>
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		<title>Documentário: What a way to go (completo e legendado)</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 15:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dany3l</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[vida no fim do império]]></category>
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		<description><![CDATA[Documentário:  &#8220;What a way to go: Life at the end of Empire&#8221;   [Um caminho a seguir: Vida no fim do império]  completo, legendado e dividido em 12 partes. O documentário mostra rapidamente o cenário onde estamos hoje ( temas como o esgotamento do petróleo, mudanças climáticas, superpopulação, espécies em extinção..), e o principal; como foi que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2363&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/way-to-go.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2364" style="border:0 none;" title="way to go" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/way-to-go.jpg?w=240&#038;h=249" alt="" width="240" height="249" /></a> Documentário:  &#8220;What a way to go: Life at the end of Empire&#8221;   [Um caminho a seguir: Vida no fim do império]  completo, legendado e dividido em 12 partes.</p>
<p style="text-align:justify;">O documentário mostra rapidamente o cenário onde estamos hoje ( temas como o esgotamento do petróleo, mudanças climáticas, superpopulação, espécies em extinção..), e o principal; <strong>como foi que tudo começou, quais as causas de tudo estar assim</strong>,  o filme não propõe nenhuma associação á um grupo ou organização  para solucionar os problemas, pois pressupõe-se que entendidas as causas, todos devem saber o que fazer localmente.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre as causas, o doc fala da agricultura de grãos, onde os primeiros povos que iniciaram nessa atividade tiveram como resultado uma saúde precária, mal desenvolvimento e morte precoce ,  divisão de classes, trabalho excessivo, gasto de calorias para se produzir maior que o que o alimento oferece, etc..    O isolamento do humano da natureza e as consequencias disso..</p>
<p style="text-align:justify;">Contém  entrevistas com Daniel Quinn, Derrick Jensen, Richard Heinberg e muitos outros. Documentário bem completo, com mais de 2 horas</p>
<p style="text-align:justify;">01.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HVPNCBMnvNM/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
02.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1qhdivuEEN4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
03.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hcBt8c6sJaU/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
04.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ydek6S8wBXI/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
05.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/NNtP9QkobhE/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
06.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/YrsNuuCO_sQ/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
07.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cWQg-UOhTjQ/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
08.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/v1Plnchlvxk/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
09.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MoWDjLnOx44/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
10.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Q5o-zxz92c4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
11.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/SSifXm3FIH4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
12.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/17/documentario-what-a-way-to-go-completo-e-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/XtPD9XvMG2o/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><a href="http://saudebrasil.ning.com/forum/topics/document-rio-excelente-onde" target="_blank">fonte</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2363/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2363&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Dany3l</media:title>
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			<media:title type="html">way to go</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Rupert Sheldrake: Consciência, Tempo &amp; Espaço (legendado)</title>
		<link>http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/07/rupert-sheldrake-consciencia-tempo-espaco-legendado/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 19:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Complexidade e Interdisciplinaridade]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade e Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Sheldrake]]></category>
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		<category><![CDATA[campos morfogenéticos]]></category>
		<category><![CDATA[causalidade]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[física quântica]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220; &#8216;Quando olhamos para uma estrela distante, não estamos também nos projetando para o passado?&#8217; Rupert Sheldrake, biólogo inglês, é conhecido por sua teoria da morfogênese. Pesquisador em bioquímica e fisiologia vegetal, descobriu junto com Philip Rubery, o mecanismo de transporte da auxina. Participou, na Índia, do desenvolvimento de técnicas de cultivo no semi-árido hoje usadas amplamente. De volta à Grã-Bretanha, tem-se dedicado a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2351&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>&#8220;<a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/rupert-sheldrake-bx-300x300.jpg" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-2352" style="border:0 none;" title="Rupert-Sheldrake-BX-300x300" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2012/01/rupert-sheldrake-bx-300x300.jpg?w=195&#038;h=195" alt="" width="195" height="195" /></a> &#8216;Quando olhamos para uma estrela distante, não estamos também nos projetando para o passado?&#8217;</h4>
<p style="text-align:justify;"><strong>Rupert Sheldrake</strong>, biólogo inglês, é conhecido por sua teoria da <a title="Campo morfogenético" href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2007/11/06/rupert-sheldrake-e-os-campos-morfogeneticos/" target="_blank">morfogênese</a>. Pesquisador em bioquímica e fisiologia vegetal, descobriu junto com Philip Rubery, o mecanismo de transporte da auxina. Participou, na Índia, do desenvolvimento de técnicas de cultivo no semi-árido hoje usadas amplamente.</p>
<p style="text-align:justify;">De volta à Grã-Bretanha, tem-se dedicado a escrever, dar palestras e pesquisar um modelo de desenvolvimento teleológico, do qual faz parte a teoria dos <a title="Campo morfogenético" href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2007/11/06/rupert-sheldrake-e-os-campos-morfogeneticos/" target="_blank">campos morfogenéticos</a>. Entre seus livros estão <em>O renascimento da natureza</em>, <em>Cães sabem quando seus donos estão chegando</em> e <em>A sensação de estar sendo observado</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ligou-se, como pesquisador, ao <a title="Institute of Noetic Sciences" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Institute_of_Noetic_Sciences">Institute of Noetic Sciences</a>, dos EUA (Califórnia).</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Neste vídeo  Rupert Sheldrake nos explica a sua concepção de como a consciência influencia a nossa realidade, em um sentido causal diferente de outras formas de causalidade.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/07/rupert-sheldrake-consciencia-tempo-espaco-legendado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/s1-dbprH5aU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<hr />
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</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2351/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2351&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Baraka (Documentário completo)</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 15:37:35 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2010/04/baraka.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2335" style="border:0 none;" title="baraka" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2010/04/baraka.jpg?w=184&#038;h=238" alt="" width="184" height="238" /></a>&#8220;Baraka é um documentário que parte de uma antiga palavra com significados em várias línguas. Pode ser traduzida como benção, sopro ou essência da vida, de onde se desencadeia o processo da evolução do mundo. O filme revela o quanto a humanidade está interligada, apesar das diferenças de religião, cultura e língua dos povos. Um verdadeiro poema visual sem narração ou legenda, somente imagens e sons cuidadosamente capturados e articulados através de uma montagem expressiva, o que faz com que cada tomada adicione a próxima outro significado, cujo tema é&#8230; Afinal, do que se trata <em>Baraka</em>? Acredito que cada espectador do filme veja um tema diferente. Ele pode ser sobre a força do planeta Terra. Pode ser sobre as múltiplas diversidades que nos unem. Pode ser muita coisa.</p>
<p>Baraka é uma reprodução visual da ligação humana com a Terra&#8221;</p>
<p>01<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CY3qA5T9Tu4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>02<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/thHc2Ats2W8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>03<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/7ObP0oPDjHg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>04<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/V3-vKW-l_Iw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>05<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hpy2XNJAY_s/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>06<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/bpcPGT7uDsA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>07<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/02/baraka-documentario-completo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2oRlL4C0OVU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><a href="http://blogcinephilia.blogspot.com/2011/05/baraka.html" target="_blank">fonte</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2338/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2338&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem sobre cogumelos mágicos na Carta Capital</title>
		<link>http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/07/18/reportagem-sobre-cogumelos-magicos-na-carta-capital/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 14:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dany3l</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Post Reproduzido do Site da Bia Labate PhD &#8211; BiaLabate.net Retirado de Carta Capital, 26 de Julho de 2006 – Ano XII – Número 403, publicado em http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&#38;id_materia=5022 “UM ATALHO PARA DEUS Cogumelo alucinógeno evoca experiências místicas, causa bem-estar e melhora o humor, diz pesquisa  Por Rogério Tuma Cientistas da Johns Hopkins University utilizam, pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2305&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Post Reproduzido do Site da Bia Labate PhD &#8211; <a href="http://www.bialabate.net/news/reportagem-sobre-cogumelos-magicos-na-carta-capital" target="_blank">BiaLabate.net</a></p>
<p>Retirado de Carta Capital, 26 de Julho de 2006 – Ano XII – Número 403, publicado em<br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&amp;id_materia=5022">http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&amp;id_materia=5022</a><br />
<strong></strong><br />
<strong>“UM ATALHO PARA DEUS</strong><br />
<strong>Cogumelo alucinógeno evoca experiências místicas, causa bem-estar e melhora o humor, diz pesquisa </strong><br />
<strong></strong><br />
<em>Por Rogério Tuma</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2306" title="cuben" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/07/cuben.jpg?w=500" alt=""   />Cientistas da Johns Hopkins University utilizam, pela primeira vez, métodos científicos rigorosos para avaliar alucinógenos e comprovam que o chamado “cogumelo sagrado” consegue evocar experiências místicas e espirituais idênticas àquelas espontâneas descritas por pessoas em transe religioso por séculos.</p>
<p style="text-align:justify;">A psilocibina é um alcalóide encontrado no cogumelo psilocibe, existente no México e no Sudoeste americano, e é semelhante aos alcalóides encontrados em quase 200 plantas espalhadas pelo mundo. Esses alcalóides atuam nos receptores cerebrais do neurotransmissor serotonina (envolvido nos sonhos, no humor e em outras funções afetivas). Neles se encaixam o LSD, a mescalina e várias outras substâncias. Há milênios esse grupo de alucinógenos é utilizado em rituais religiosos. No Brasil, a seita mais conhecida que pratica esses rituais é o Santo Daime.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o movimento hippie, nos anos 60, o cogumelo foi muitas vezes tomado de forma exagerada, o que inibiu seus estudos até recentemente. Agora, com as novas técnicas, o controle das pesquisas é maior e os resultados positivos e negativos são, portanto, mais confiáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">No estudo da Johns Hopkins, 36 voluntários foram divididos em três grupos e foram avisados de que poderiam receber um alucinógeno ou outras medicações que poderiam alterar a consciência. Um grupo de 15 voluntários recebeu oralmente a psilocibina na dose de 30 mg/70 kg. Um segundo grupo de 15 recebeu metilfenidato (estimulante cerebral utilizado para síndrome do déficit de atenção) como placebo positivo, isto é, uma medicação que simula os efeitos colaterais, mas que não provoca alucinações. E um terceiro grupo de seis voluntários recebeu metilfenidato duas vezes, sem saber, achando que receberam drogas diferentes nas duas ocasiões. Com isso os pesquisadores controlaram os efeitos da sugestão e da expectativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Para avaliar as possíveis alucinações e experiências foram aplicadas diversas escalas predefinidas que caracterizam estados de consciência, humor, misticismo, transcedência espiritual e várias outras alterações psíquicas.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre os indivíduos que receberam o alucinógeno, 60% descreveram sintomas que preencheram os critérios definidos para uma “experiência espiritual e mística completa” nas primeiras oito horas de avaliação, e um terço deles a descreveu como “a experiência espiritual mais importante de sua vida” e mais de dois terços descreveram a experiência como uma das cinco mais marcantes, comparável com a morte do pai ou o nascimento do primeiro filho.</p>
<p style="text-align:justify;">Dois meses depois, 79% dos indivíduos ainda se referiam a uma grande ou moderada mudança positiva no seu bem-estar e na sua satisfação com a vida. A grande maioria também mencionou que seu humor, suas atitudes e comportamento melhoraram significativamente, e esse dado foi confirmado com parentes e colegas de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">O líder do estudo, publicado na revista americana Psychopharmacology de 11 de julho, dr. Roland Griffiths, afirma que a mensagem não é a de que se pode reproduzir experiências místicas artificialmente, mas que elas modificam positivamente a vida dos voluntários por pelo menos alguns meses, indicando um uso terapêutico valioso. Griffiths também alerta para os efeitos colaterais, pois mesmo nas condições bem controladas do estudo, um terço dos voluntários apresentou medo considerável e ansiedade. Alguns apresentaram sintomas passageiros de paranóia. A utilização sem controle da droga pode levar a sintomas negativos com freqüência ainda maior.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/07/cuben2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2308" style="border:0 none;" title="cuben2" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/07/cuben2.jpg?w=185&#038;h=184" alt="" width="185" height="184" /></a>Apesar de no estudo em questão a droga não ter causado dependência ou sinais de intolerância, Griffiths alerta também que ela não é um instrumento de uso contínuo para melhorar a vida ou ser um caminho mais curto para Deus. “Há uma enorme diferença entre ter uma experiência espiritual e ter uma vida espiritual”, diz.</p>
<p style="text-align:justify;">O estudo foi considerado um marco da ciência por Charles Schuster, diretor do Instituto Americano sobre Abuso de Drogas (Nida), pois reintegra à análise da consciência e percepção sensorial um grupo de substâncias de grande valor que foi abominado por quase 40 anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os autores afirmam não existir interesse em explicar a religiosidade das pessoas. Segundo Lawrence Kraus, em artigo na revista New Scientist de julho, utilizar a ciência para negar a religião é um desserviço, pois coloca uma contra a outra e vice-versa. Também para o padre belga Georges Lemaitre, que foi o primeiro cientista a demonstrar que a Teoria da Relatividade de Einstein previa o Big-Bang: “É um erro utilizar a ciência para explicar a existência de Deus ou para torná-lo irrelevante, pois a tese serviria apenas ao propósito de satisfazer a convicção religiosa do postulante”. “</p>
<p>Leia reportagem em inglês <a href="http://www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2006/07_11_06.html">aqui</a> .</p>
<hr />
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	</item>
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		<title>Alucinógenos que podem curar</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 21:39:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Matéria publicada em Janeiro pela &#8221; Scientific American Brasil&#8220;, nos foi direcionada por Vinícius Costa. Em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã. por Roland R. Griffiths e Charles S. Grob SANDY LUNDAHL, EDUCADORA EM SAÚDE DE 50 ANOS DE IDADE, chegou ao centro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2260&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em Janeiro pela &#8221; <a href="http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/alucinogenos_que_podem_curar.html" target="_blank"><em>Scientific American</em> Brasil</a>&#8220;, nos foi direcionada por Vinícius Costa.</p>
<p><em><strong>Em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã.</strong><br />
por Roland R. Griffiths e Charles S. Grob</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2268" title="Johns Hopkins University School of Medicine" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/johns_hopkins_hospital.jpg?w=500" alt=""   />SANDY LUNDAHL, EDUCADORA EM SAÚDE DE 50 ANOS DE IDADE, chegou ao centro de estudos biológicos comportamentais na Johns Hopkins University School of Medicine em uma manhã de primavera de 2004. Ela se ofereceu para participar de um dos primeiros estudos com drogas alucinógenas nos Estados Unidos em mais de três décadas. Preencheu questionários, conversou com os dois monitores que estariam com ela pelas próximas oito horas e se ajeitou no confortável espaço parecido com uma sala de estar em que a sessão aconteceria. Então, engoliu duas cápsulas azuis e reclinou-se em um sofá. Para ajudá-la a relaxar e focar seu interior, ela usava tapa-olhos e fones de ouvido, que transmitiam música clássica especialmente selecionada.<br />
<em> </em><br />
As cápsulas continham um<em> </em>a alta dose de psilocibina, principal componente dos cogumelos “mágicos”, que, como o LSD e a mescalina, produzem alterações de humor e percepção, mas muito raramente alucinações. Ao final da sessão, quando os efeitos haviam se dissipado, Sandy, que nunca havia tomado um alucinógeno antes, preencheu mais questionários. Suas respostas indicavam que, durante o tempo em que ficou na sala, havia passado por uma profunda<br />
experiência mística.</p>
<p style="text-align:justify;">Em uma visita de acompanhamento mais de um ano depois, ela disse que continuava a pensar na experiência diariamente e – o mais notável – que ela a considerava o evento mais pessoal e espiritualmente significativo de sua vida. Ela sentia que aquilo trouxera mudanças positivas em seu humor, atitudes, comportamento e uma perceptível melhora em sua satisfação com a vida como um todo. “Parece que a experiência levou a uma aceleração do meu desdobramento ou desenvolvimento espiritual”, descreveu. “Lampejos de introspecção ainda ocorrem&#8230; Sou muito mais amorosa – compensando<em></em> as feridas que causei no passado&#8230; Sou cada vez mais capaz de perceber as pessoas como tendo a luz do divino fluindo por elas.”</p>
<p style="text-align:justify;">Sandy foi uma de 36 participantes de um estudo conduzido por um de nós de (Griffiths) na Johns Hopkins que começou em 2001 e foi publicado em 2006, seguido por um relatório que saiu dois anos depois. Quando o primeiro trabalho apareceu no periódico Psychopharmacology, muitos membros <em></em>da comunidade científica saudaram a ressurreição de uma área de pesquisas que estava dormente havia um bom tempo. Os estudos com a psilocibina na universidade continuam por dois caminhos: um explora os efeitos psicoespirituais da droga em voluntários saudáveis. O outro estuda se os estados de consciência alterada induzidos por alucinógenos – e, em particular, experiências místicas – poderiam mitigar os efeitos de vários problemas psiquiátricos e comportamentais, incluindo alguns para os quais as terapias atuais não chegam a ser efetivas. A principal droga usada nesses estudos é a psilocibina, que integra os chamados alucinógenos clássicos. Assim como as outras drogas dessa classe – psilocina, mescalina, DMT e LSD –, a psilocibina age nos receptores de serotonina das células cerebrais. Confusamente, substâncias de outras classes que exercem efeitos farmacológicos diferentes desses dos alucinógenos clássicos também são rotuladas como alucinógenos” pela mídia e por relatórios epidemiológicos. Esses <em></em>compostos, alguns dos quais também podem oferecer potencial terapêutico, incluem a quetamina, o MDMA (popularizado como “ecstasy”), salviorina A e ibogaína, entre outros.</p>
<h4 style="text-align:justify;">SUPERANDO LEARY</h4>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2263" title="Tim Leary" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/2783-tim-leary.jpg?w=500" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">A PESQUISA TERAPÊUTICA com os alucinógenos se vale de evidências promissoras observadas em estudos iniciados nos anos 50 que, coletivam<em></em>ente, envolveram milhares de participantes. Alguns desses estudos sugeriam que os alucinógenos poderiam ajudar a tratar a dependência química e a aliviar o sofrimento psicológico das doenças terminais. Essa pesquisa parou no início dos anos 70, quando o uso recreativo dos alucinógenos, principalmente o LSD, cresceu e atraiu uma cobertura sensacionalista da mídia. Esse campo de investigação também foi afetado pela demissão amplamente divulgada de Timothy Leary e Richard Alpert da Harvard University em 1963, em resposta à preocupação sobre métodos heterodoxos de pesquisa usando alucinógenos, incluindo, no caso de Alpert, oferecer psilocibina a um estudante fora do campus.</p>
<p style="text-align:justify;">O crescente uso sem supervisão de substâncias pouco compreendidas, em parte resultado do apoio dado a elas pelo carismático Leary, ganhou repercussão. O Ato de Substâncias Controladas, de 1970, pôs os alucinógenos comuns na Lista 1, a categoria mais restritiva. Novas limitações foram impostas à pesquisa c<em></em>om humanos, a subvenção estatal foi suspensa e os pesquisadores envolvidos nessa linha de pesquisa se viram profi ssionalmente marginalizados.</p>
<p style="text-align:justify;">Décadas se passaram antes que as atitudes que bloquearam as pesquisas arrefecessem o bastante para permitir estudos rigorosos com humanos envolvendo o uso dessas substâncias. As experiências místicas permitidas pelos alucinógenos interessam os pesquisadores particularmente porque têm o potencial de produzir mudanças positivas rápidas e duradouras no humor e comportamento – alterações que podem demandar anos de esforço na psicoterapia convencional.</p>
<p style="text-align:justify;">O trabal<em></em>ho feito na Johns Hopkins é emocionante porque demonstra que essas experiências podem ser produzidas em laboratório na maioria das pessoas estudadas. Ele permite, pela primeira vez, pesquisas científi cas rigorosas e avaliações que registram os voluntários antes e depois do uso da droga. Esse tipo de estudo permite aos pesquisadores examinar as causas e efeitos psicológicos e comportamentais dessas experiências extraordinárias.</p>
<p style="text-align:justify;">Pesquisadores da Johns Hopkins usaram questionários originalmente desenvolvidos para avaliar experiências místicas que ocorriam sem drogas. Eles também analisaram os estados psicológicos gerais dos participantes entre dois e 14 meses após a sessão com psilocibina. Os dados mostraram que os participantes experimentaram um aumento na autoconfiança, maior sensação de contentamento interior, melhor capacidade de tolerar frustrações, diminuição do nervosismo e aumento no bem-estar geral. Um comentário típico de um participante: “A sensação de que tudo é Um, que eu experimentei a essência do Universo e o saber que Deus não nos pede nada, exceto receber amor. Não estou sozinho. Não temo a morte. Sou mais paciente comigo me<em></em>smo”. Outra participante ficou tão inspirada que escreveu um livro sobre as experiências.</p>
<h4 style="text-align:justify;">ALÍVIO DO SOFRIMENTO</h4>
<p style="text-align:justify;">QUANDO A PESQUISA SOBRE a terapia baseada em alucinógenos foi suspensa, há cerca de 40 anos, deixou uma lista de tarefas que incluía o tratamento do alcoolismo e outras dependências, a ansiedade associada ao câncer, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de estresse pós- traumátic<em></em>o, desordens psicossomáticas, transtornos severos de personalidade e autismo.</p>
<p style="text-align:justify;">No câncer, os pacientes frequentemente se confrontam com ansiedade severa e depressão, e antidepressivos e drogas redutoras de ansiedade podem ter uma atuação limitada para amenizar esses casos. Nos anos 60 e início dos 70, mais de 200 pacientes de câncer receberam alucinógenos clássicos em uma série de estudos clínicos. Em 1964, Eric Kast, da Chicago Medical School, que administrou LSD a pacientes terminais com dores severas, relatou que os pacientes desenvolveram um “desprezo peculiar pela gravidade de sua situação e conversavam livremente sobre sua morte iminente com uma característica considerada não usual pelos costumes ocidentais, mas muito <img class="alignleft size-full wp-image-2285" title="Stanislav Grof" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/grof.jpg?w=500" alt=""   />benéfica aos seus estados mentais.” Estudos posteriores, produzidos por Stanislav Grof, William Richards e seus colegas do Spring Grove Psychiatric Hospital próximo a Baltimore (e mais tarde no Maryland Psychiatr<em></em>ic Research Center) usaram LSD e outro alucinógeno clássico, o DPT (dipropiltriptamina). Os testes mostraram diminuição na depressão, ansiedade e medo da morte. E pacientes com experiências místicas mostram as melhoras mais significativas na medição psicológica de bem-estar.</p>
<p style="text-align:justify;">Um de nós (Grob) <a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2010/04/19/psilocibina-no-fantastico/" target="_blank">atualizou esse trabalho</a>. Em setembro passando, um ensaio no periódico Archives of General Psychiatry relatou um estudo piloto realizado entre 2004 e 2008 no Harbor-Ucla Medical Center para avaliar se as sessões com psilocibina reduziam a ansiedade em 12 pacientes terminais de câncer. Apesar de o estudo ser pequeno demais para permitir conclusões mais significativas, foi encorajador: os pacientes mostraram diminuição na ansiedade e melhora no humor, mesmo vários meses após a sessão.</p>
<p style="text-align:justify;">Alcoólatras, fumantes e outros dependentes químicos podem relatar vitória sobre suas dependências após uma experiência mística que os afetou profundamente e ocorreu de forma espontânea, sem uso de drogas. A primeira onda de pesquisas clínicas com alucinógenos reconheceu o potencial terapêutico dessas ex<em></em>periências transformadoras. Mais de 1.300 pacientes participaram de estudos sobre dependência que originaram mais de duas dúzias de pu<em></em>blicações décadas atrás. Em alguns desses estudos foram administradas altas doses em pacientes pouco preparados e reduzido apoio psicológico, alguns fisicamente presos ao leito. Pesquisadores que compreendiam a importância da preparação e deram apoio a seus pacientes tendiam a obter melhores resultados. Esse trabalho antigo trouxe resultados<br />
promissores, mas inconclusivos.</p>
<p style="text-align:justify;">A nova geração de pesquisa com alucinógenos, com melhores metodologias, deve ser capaz de determinar se essas drogas podem de fato ajudar as pessoas a superar dependências. Além do tratamento da dependência, os estudos mais recentemente começaram a testar se a psilocibina pode mitigar os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. Outras substâncias controladas com mecanismos diferentes de ação também estão mostrando potencial terapêutico. Pesquisas evidenciam que a quetamina, administrada em baixas doses (é normalmente usada como anestésico), poderia dar um alívio mais rápido da depressão que os antidepressivos tradicionais, caso do Prozac. Um teste recente, na Carolina do Sul, usou o MDMA para tratar com sucesso o transtorno de estresse pós-traumático em pacientes em que as terapias convencionais não produziram efeito. Testes similares com o MDMA estão a caminho na Suíça e em Israel.</p>
<h4 style="text-align:justify;">A ESTRADA À FRENTE</h4>
<p style="text-align:justify;">PARA QU<em></em>E AS TERAPIAS COM USO de alucinógenos clássicos ganhem aceitação, terão de superar preocupações que emergiram com os excessos dos “psicodélicos anos 60”. Os alucinógenos podem, às vezes, induzir à ansiedade, paranoia ou pânico, que, em ambientes sem supervisão, podem produzir ferimentos ac<em></em>identais ou mesmo suicídio. No estudo feito na Johns Hopkins, mesmo após cuidadosa seleção, e ao menos oito horas de preparação com um psicólogo clínico, cerca de um terço dos participantes experimentaram algum período de medo significativo e cerca de um quinto sentiram paranoia em algum momento durante a sessão. Mas no ambiente acolhedor oferecido pelo centro de pesquisas e com a constante presença de guias treinados, os participantes não demonstraram efeitos negativos duradouros.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros riscos potenciais dos alucinógenos incluem psicose prolongada, aflição psicológica, distúrbios na visão ou nos outros sentidos, com duração de dias ou mais. Esses efeitos, no entanto, não são muito frequentes e se mostram ainda mais raros em voluntários preparados psicologicamente. Apesar do eventual abuso na utilização dos alucinógenos clássicos (usados de forma a pôr em risco a segurança dos usuários ou de outros), eles não são tipicamente considerados drogas viciantes, porque não levam ao uso compulsivo nem produzem síndrome de abstinência. Para ajudar a minimizar as reações adversas, os pesquisadores da Johns Hopkins publicaram recentemente um conjunto de normas de segurança para a realização de estudos com altas dosagens de alucinógenos. Em função da habilidade dos pesquisadores em tratar com os riscos das drogas, sentimos que os estudos dessas substâncias devem continuar devido ao seu potencial para transformar a vida, digamos, de um paciente de câncer ou dependente químico. Se elas se mostrarem úteis no tratamento do abuso químico, ou da ansiedade existencial associada a doenças que põem a vida em risco<em></em>, pesquisas posteriores poderiam ser beneficiadas. Os benefícios também podem vir da neuroimagem e de técnicas farmacológicas que não existiam nos anos 60 e que fornecem uma melhor compreensão de como essas drogas atuam.<br />
<em></em><br />
A visualização das áreas do cérebro envolvidas nas emoções e pensamentos intensos que as pessoas têm sob a influência das drogas dará uma janela para a psicologia por trás das experiências místicas produzidas pelos alucinógenos. Pesquisas adicionais também poderão trazer abordagens não farmacológicas mais eficientes se comparadas às práticas espirituais tradicionais, como meditação ou jejum para produzir experiências místicas e mudanças comportamentais desejadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright  wp-image-2266" title="spirituality" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/spirituality1.jpg?w=138&#038;h=123" alt="" width="138" height="123" />A compreensão sobre como as experiências místicas podem levar a atitudes benevolentes em relação a si mesmo e aos outros deve ajudar a explicar o bem documentado papel de proteção da espiritualidade no bem-estar e saúde psicológica. As experiências místicas podem originar um senso profundo e duradouro da interconexão entre pessoas e coisas – perspectiva que está por trás dos ensinamentos éticos das tradições religiosas e espirituais. Assim, uma compreensão da biologia dos alucinógenos clássicos poderia ajudar a esclarecer os mecanismos por trás do comportamento ético e c<em></em>ooperativo humano – conhecimento que, acreditamos, poderá vir a ser crucial para sobrevivência da nossa espécie.</p>
<p style="text-align:center;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<h4 style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">&gt;</span><br />
<span style="color:#ffffff;">&gt;</span></h4>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft  wp-image-2261" title="Roland Griffiths" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/2mushrooms060711.jpg?w=69&#038;h=75" alt="" width="69" height="75" /></em><em>Roland R. Griffiths é professor nos departamentos de psiquiatria e neurociências da Johns Hopkins University School o</em><em></em><em>f Medicine. Seus principais focos de pesquisa têm sido os efeitos comportamentais e subjetivos das drogas que alteram o humor. Ele é o líder de pesquisas com a psilocibina na Johns Hopkins.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">&gt;</span><br />
<em></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignright  wp-image-2274" title="Cahrles Grob" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/06/grob1.jpg?w=95&#038;h=73" alt="" width="95" height="73" /></em><em>Charles S. Grob é professor de psiquiatria e pediatria da David Geff em School of Medicine da Ucla e diretor de Divisão de Psiquiatria Infantil e Adolescente no Harbor-Ucla Medical Center. Ele conduziu testes clínicos com várias drogas alucinógenas, incluindo o uso da psilocibina no tratamento da ansiedade em pacientes com câncer.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
<p style="text-align:justify;">Agregado ao <a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/publique-seu-post-no-mundocogumelo/micelio/" target="_blank">Micélio</a></p>
<hr />
<h4>Post Relacionados</h4>
<ul>
<li><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2012/01/30/pesquisa-psilocibina-possibilidades-terapeticas-do-cogumelo-psicodelico/" target="_blank">Pesquisa: Psilocibina, possibilidades terapêuticas do Cogumelo Psicodélico</a></li>
<li><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2010/04/19/psilocibina-no-fantastico/" target="_blank">Psilocibina no Fantástico</a></li>
<li><a href="http://wp.me/p1pte-tr" target="_blank">Documentário: DMT: Spirit Molecule (legendado)</a></li>
<li><a href="http://wp.me/p1pte-xl" target="_blank">Documentário Entheogen &#8220;awakening the divine within&#8221; (legendado)</a></li>
<li><a href="http://wp.me/p1pte-qQ" target="_blank">Documentário National Geographic sobre o LSD</a></li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2260&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cahrles Grob</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Entheogen: Despertando o Interior Divino</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 18:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>micelio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Infelizmente o vídeo desse documentário  foi excluído do youtube por violação de direitos autorais (assim como o documentário DMT: &#8220;The Spirit Molecule&#8221;). O canal do nosso amigo WeedRoots, que traduzia e compartilhava espontaneamente uma grande quantidade de vídeos informativos (inclusive esses), também foi deletado sob pretexto de &#8220;violações constantes de direitos autorais&#8221;. Reconhencendo a importância [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2067&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/01/repressc3a3o.jpg"><img class=" wp-image-2323 alignleft" style="border:0 none;" title="repressão" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/01/repressc3a3o.jpg?w=184&#038;h=137" alt="" width="184" height="137" /></a>Infelizmente o vídeo desse documentário  foi excluído do youtube por violação de direitos autorais (assim como o documentário <a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/01/08/dmt-the-spirit-molecule-legendado/" target="_blank">DMT: &#8220;The Spirit Molecule&#8221;</a>). O canal do nosso amigo WeedRoots, que traduzia e compartilhava espontaneamente uma grande quantidade de vídeos informativos (inclusive esses), também foi deletado sob pretexto de &#8220;violações constantes de direitos autorais&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Reconhencendo a importância do tipo de conteúdo contido nesses vídeos e do trabalho altruísta e sem fins lucrativos do Weed, deixamos registrado <a href="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/01/penis.jpg" target="_blank">aqui</a> o nosso repúdio a este tipo de repressão.</p>
<p style="text-align:justify;">Acreditamos que informações de utilidade pública não têm dono.</p>
<p><strong>Felizmente, este vídeo e sua respectiva legenda podem ser encontrados na sessão de <a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/downloads/" target="_blank">dowloads</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
<p style="text-align:justify;">Abaixo segue o post original</p>
<hr />
<p>Cortesia <a href="http://www.youtube.com/user/WeedRootsTV" target="_blank">WeedRootsTV</a></p>
<h4>Documentário. Enteógeno: Despertando o Interior Divino,  legendado em português!</h4>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" title="entheogen-awakening-divine-within" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/04/entheogen-awakening-divine-within.jpg?w=263&#038;h=192" alt="" width="263" height="192" />&#8220;O filme examina o ressurgimento de técnicas arcaicas de êxtase no mundo moderno, tecendo uma síntese da consciência ecológica e evolutiva, a cultura de dança eletrônica, e a atual reavaliação farmacológica de compostos enteógenos. Dentro de uma estrutura narrativa que se imagina a própria consciência de estar evoluindo, &#8220;Enteógenos&#8221; documenta o surgimento do techno-xamanismo no mundo pós-moderno que indaga as seguintes questões: Como é possível uma renovação dos antigos ritos iniciáticos de passagem aliviar a nossa crise ecológica? O que a dança trance e festivais celebrando a desenfreada expressão artística falam da nossa psique coletiva? Como podemos nos reinventar num mundo desencantado, do qual Deus foi há muito tempo afastado? &#8220;Enteógenos&#8221; convida o espectador considerar que as respostas a essas perguntas estão dentro da consciência de cada ser humano, e são acessíveis somente se nós nos dermos permissão para despertar o divino interior.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Nota:  Legendas do Youtube.  Não esqueça de ativar!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/04/26/entheogen-despertando-o-interior-divino/"><img src="http://img.youtube.com/vi/relY4d0lKMk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Agregado ao <a href="http://wp.me/P1pte-tQ" target="_blank">Micélio</a> (Obrigado ao Follen e ao WeedRootsTV)</p>
<hr />
<h4><span style="color:#ffffff;">&gt;</span><br />
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<span style="color:#ffffff;">&gt;</span></h4>
<ul>
<li><a href="http://wp.me/p1pte-tr" target="_blank">Documentário: DMT: Spirit Molecule (legendado)</a></li>
<li><a href="http://wp.me/p1pte-qQ" target="_blank">Documentário National Geographic sobre o LSD</a></li>
</ul>
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		<title>Entrevista sobre Drogas &#8211; Terence McKenna</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 20:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevista com o etnobotânico Terence McKenna sobre os impactos históricos do uso, pesquisas e legislações sobre drogas. &#62; &#62; Posts Relacionados Novos Mapas do Hiperespacço &#8211; Terence Mckenna Terence Mckenna e o Jardim das Delícias Psicodélicas Sociedade Psicodélica &#8211; Terence Mckenna A Onda Temporal &#8211; Terence Mckenna A Mente de Gaia &#8211; Terence Mckenna Entrevista: Terence Mckenna [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2061&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com o etnobotânico Terence McKenna sobre os impactos históricos do uso, pesquisas e legislações sobre drogas.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/04/25/entrevista-sobre-drogas-terence-mckenna/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_FOX2F7YiNA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
<hr />
<p><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
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</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2061/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2061/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2061&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Documentário: &#8220;Cortina de Fumaça&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 14:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundocogumelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Global]]></category>
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		<category><![CDATA[documentário cortina de fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8221; Cortina de Fumaça é um documentário com depoimentos de neurocientistas, psicólogos, psiquiatras, médicos, policiais, juristas, sociólogos, antropólogos ou seja, especialistas das mais diversas áreas e de variadas nacionalidades que apresentam as contradições, os mitos e o moralismo presentes no debate acerca da questão das drogas.&#8221; Fonte &#62; &#62; Opção 1: Assista na íntegra. Opção [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2045&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft size-full wp-image-2046" title="cortinadefumaca_thumb" src="http://mundocogumelo.files.wordpress.com/2011/04/cortinadefumaca_thumb.jpg?w=500" alt=""   />&#8221; Cortina de Fumaça</em> é um documentário com depoimentos de neurocientistas, psicólogos, psiquiatras, médicos, policiais, juristas, sociólogos, antropólogos ou seja, especialistas das mais diversas áreas e de variadas nacionalidades que apresentam as contradições, os mitos e o moralismo presentes no debate acerca da questão das drogas.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_secao=29&amp;id_noticia=147813" target="_blank">Fonte</a></p>
<p><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">&gt;</span></p>
<p>Opção 1: Assista na íntegra.</p>
<p><code><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/04/10/documentario-cortina-de-fumaca/"><img src="http://img.youtube.com/vi/RAnFiyqcMb0/2.jpg" alt="" /></a></span></code></p>
<p>Opção 2: <a href="http://www.megaupload.com/?d=48I6DSCN" target="_blank">Download do Documentário</a> . FLV</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2045/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2045&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A imaginação e o surgimento pré-histórico da consciência humana</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 20:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cogumelos e Psilocibina]]></category>
		<category><![CDATA[Complexidade e Interdisciplinaridade]]></category>
		<category><![CDATA[Terence McKenna]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Xamanismo]]></category>
		<category><![CDATA[ralph abraham]]></category>
		<category><![CDATA[rupert sheldrake]]></category>
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		<category><![CDATA[trialogues]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho de uma conversa entre Rupert Sheldrake, Terence McKenna e Ralph Abraham Legendado em português (para ativar a legenda, clique no botão &#8220;cc&#8221; no painel do vídeo)<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2017&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trecho de uma conversa entre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rupert_Sheldrake" target="_blank">Rupert Sheldrake</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terence_McKenna" target="_blank">Terence McKenna</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ralph_Abraham" target="_blank">Ralph Abraham</a></p>
<p>Legendado em português (para ativar a legenda, clique no botão &#8220;cc&#8221; no painel do vídeo)</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mundocogumelo.wordpress.com/2011/02/20/a-imaginacao-e-o-surgimento-pre-historico-da-consciencia-humana/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Oo_HtEZa5Xk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundocogumelo.wordpress.com/2017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundocogumelo.wordpress.com/2017/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundocogumelo.wordpress.com&amp;blog=336240&amp;post=2017&amp;subd=mundocogumelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
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