Unidade

Outubro 24, 2006 at 6:58 pm (Dany3l)


Tava lendo um texto muito maneiro que tem no perfil do orkut do Rafael que me trouxe a cabeça certos pensamentos sobre a unidade de todas as coisas….

Acreditamos (pelo menos eu acredito) que tudo o que se passa na nossa realidade, é na verdade a mesma coisa simplesmente acontecendo…. Eu,…… Você,….. o pássaro voando,……. a Estrela distante…… e por aí vai….

Somos como as ondas de um oceano
Várias manifestações da mesma coisa…. da mesma energia, do mesmo pensamento presente.
Vemos que não existe uma onda igual à outra, mas é notório que todas são ondas, pois mesmo diferentes, são o mesmo fenômeno.

Só aí já estava muito abstrato…… depois ficou ainda pior hehehehhehe

Encontrei com o Rafael no MSN e resolvemos continuar o desenrolar do pensamento…
… metaforicamente falando, nós somos as ondas, estamos acontecendo (todos ao mesmo tempo) no oceano……
mas se formos parar pra pensar…… tanto nós ondas, como a nossa fonte, o oceano…… em essência, simplesmente somos todos Água.

Sendo assim a dualidade vai um pouco mais além e chega a uma trindade ….. que ainda sim é única……
um lado,……. o outro lado ………. e os dois lados acontecendo cíclica e mutuamente.
Segundo Platão. O “Três” representa a solidez, estabilidade. Estabelece os princípios de harmonia e equilíbrio em um mundo dual.

um exemplo bobo….
Quem nunca percebeu em um bate papo de amigos sobre algum assunto, que naquele mesmo momento outra roda próxima, de amigos estava conversando exatamente o mesmo assunto, mas de forma diferente?! ….
A interpretação daquele mesmo pensamento regente, mas sob a forma do outro grupo!
Incidências correlacionadas.

Parando pra analisar …… Várias culturas apresentam sua forma simbólica de interpretar essa trindade em seu aspecto espiritual:

- no cristianismo: Pai, Filho e Espírito santo
- em certas filosofias orientais: o Yin, o Yang e o I-Ching
- no antigo Egito: são Ísis,Osíris e Hórus
- para os celtas: a Virgem, a Mãe e a Anciã (Aspectos da Mãe Terra)
- no hinduísmo: Brhama, Vishnu e Shiva (trimurti)
e por aí vai

São necessários dois elementos duais (e,ainda assim,complementares) para produzir um terceiro

Vida + Morte = Evolução
Bem + Mal = Discernimento
Pólo positivo + pólo negativo = Corrente elétrica
Homem + mulher = Vida
Luz + Trevas = Conhecimento

Esses detalhes se mostram em todas as coisas do universo, sendo tão simples e perceptível que não há forma de explicar que não seja bastante abstrata….. ou pelo menos eu não consigo.

sendo assim, aproveite o que achar melhor desse texto e depois jogue fora…
continuem seus ciclos de vida livremente, sem se apegar aos conceitos estáticos
e deixem a unidade conduzir a vida de vocês :)

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Meditação

Outubro 15, 2006 at 10:49 pm (Swoboda)


Pensem na mente como um oceano, sendo suas ondulações os pensamentos. Tais ondulações são inseparáveis do oceano, assim como pensamentos são inseparáveis da natureza da mente. Em um oceano muito revolto poderá cair um caminhão, que não perceberemos os efeitos causados por este fato, enquanto em um oceano calmo, poderemos ver claramente as reações de qualquer mínimo estímulo, como uma pequena gota caindo na água.

Meditar, pra mim, não objetiva parar de pensar, mas acalmar o “oceano” com a intenção de clarear a consciência para a natureza dos pensamentos. “Parar de pensar” é consequência do meio utilizado, e conseguimos isso através da prática da concentração, seja na respiração, em mantras e sons ou simplesmente na observação da própria mente, testemunhando sua manifestação natural. Meditar é testemunhar, e a melhor testemunha de um fato é sempre aquela que apenas o observa , de forma alheia, sem envolvimento ou agregação de valores.

Os pensamentos surgem naturalmente em um fluxo, mas no estado de meditação nos tornamos os observadores, sem se apegar a emoções e pensamentos específicos. Assim passamos a conhecer melhor o oceano, não apenas as ondas em sua superfície. Muitas pessoas falam que para meditar devemos nos esforçar para “afastar todos os pensamentos”, porém pra mim isso não faz sentido, pois nunca poderemos calar a mente com um esforço mental incessante como este. Existe uma grande diferença entre “afastar pensamentos” e “se afastar dos pensamentos”, sendo esta segunda a única forma de meditação, na minha opinião. O erro está em pensar na meditação como uma luta contra os processos naturais da mente. Quando nos esforçamos para simplesmente afastar os pensamentos, sempre fazemos isso através de novos pensamentos e nunca entramos no silêncio. Porém se não nos preocuparmos com isso e praticarmos apenas a concentração, o silêncio virá naturalmente.

Os efeitos da prática podem ser observados pela diminuição natural do fluxo de pensamentos, que permite uma observação mais clara, e pela permanência no “espaço vazio” entre os pensamentos, que caracteriza o estado de meditação. A meditação proporciona auto-conhecimento, ao ponto que buscamos não interpretar a realidade com nossos conceitos contaminados de valores sociais, culturais ou o que quer que sejam. Nesse momento não se busca compreender nada, apenas sentir.

 

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